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09/09/2019

GLP quer iniciar novos 480 mil m² no Brasil até 2021

Depois de um 2018 que foi considerado o melhor ano para a empresa no País desde 2012 – com evolução de 56% no volume de locações em relação a 2017 –, a GLP prevê novos progressos agora em 2019 e em 2020.


"Essa perspectiva se mantém", diz Mauro Dias, presidente da GLP Brasil.

Estimulada pelo bom momento, a companhia, que concluiu recentemente a expansão de um condomínio logístico (GLP Imigrantes) e entregou um novo empreendimento (GLP Cajamar II), prepara novos investimentos. "Esperamos iniciar cerca de 480 mil m² de novos desenvolvimentos no Brasil nos próximos dois anos", conta o executivo. Uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do mundo, a GLP tem sob gestão US$ 64 bilhões em ativos industriais e logísticos. O portfólio global soma 73 milhões de m². No Brasil, está presente em 38 cidades, em 11 estados, e computa 3 milhões de m² construídos, além de 2 milhões de m² em pipeline de desenvolvimento.

Acompanhe a entrevista de Mauro Dias:
Que avaliação faz do presente momento do setor de galpões no Brasil?

O mercado de galpões de alto padrão continua crescendo no País. Galpões obsoletos ou de padrão construtivo inferior e ineficientes ainda são a maioria – cerca de 80% do estoque existente –, mas há cada vez menos espaço para esse tipo de ativo, uma vez que as empresas precisam buscar mais eficiência nas suas operações. Esse fator é o principal responsável pela grande demanda por galpões e condomínios modernos nos últimos anos, e o crescimento acelerado do de e-commerce deu um impulso ainda maior a esse movimento. O e-commerce é um mercado muito competitivo e dinâmico, no qual a satisfação do consumidor nal está diretamente ligada à agilidade das entregas. A decisão de compra na internet também depende muito do custo de frete, como apontam diversas pesquisas sobre comportamento dos consumidores nesse meio. Vemos um crescimento acelerado [da demanda] por novas locações pelas empresas de e-commerce, que precisam de áreas em localizações estratégicas, próximas aos grandes centros, para atender essa demanda. O e-commerce é um dos setores com crescimento mais acelerado em representatividade na ocupação de nossas áreas e hoje utiliza mais de um terço de nosso portfólio total. O setor farmacêutico é outro segmento que também tem crescido de forma expressiva.


Como ficam as perspectivas para o segmento na segunda metade do ano e para 2020?
A expansão desses dois setores – e-commerce farmacêutico - continuará impulsionando o mercado de galpões e beneficiando as empresas que oferecem as soluções mais eficientes, o que passa por centros de distribuição com infraestrutura que proporcione alta eficiência de armazenagem e redução de custos operacionais. Certamente, com uma recuperação mais acelerada da economia brasileira e o decorrente aumento do consumo interno, as perspectives continuarão favoráveis para o mercado de galpões modernos.


E para a GLP, especificamente? Em entrevista recente, você armou que "2018 foi o melhor ano desde 2012", puxado por São Paulo, e-commerce e varejo. Essa perspectiva se mantém para 2019-2020?
Sim, essa perspectiva se mantém. Nos dois últimos anos, a GLP alcançou dois recordes seguidos no volume de locações. Encerramos 2018 um crescimento de 56% [no volume de locações] comparado a 2017. Nossa taxa de vacância chegou a apenas 6% contra a média de 23% do mercado. Nossa expectativa para os próximos meses é positiva. Além do e-commerce, os segmentos do varejo, bens de consumo e operadores logísticos, tradicionalmente grandes ocupantes, também continuam demandando galpões logísticos. Por isso, continuamos investindo no Brasil, com soluções logísticas modernas e eficientes, suportando o crescimento dos nossos clientes.


O que pode adiantar sobre investimentos previstos pela GLP para este segundo semestre e 2020?
Entregamos este ano duas novas obras importantes: a expansão do condomínio logístico GLP Imigrantes, que ganhou mais 60 mil m²; e o [empreendimento] GLP Cajamar II, com 150 mil m². Ambas as obras fazem parte do investimento previsto para a expansão de nosso portfólio no Brasil neste ano. Esperamos iniciar cerca de 480 mil m² de novos desenvolvimentos no Brasil nos próximos dois anos para atender à crescente demanda dos nossos clientes.


Com a recente venda dos ativos nos Estados Unidos para a Blackstone, a relevância da América Latina, particularmente do Brasil, para os negócios do grupo deve aumentar?
Nos últimos dois anos, com uma economia ainda muito fraca, encerramos 2017 e 2018 com recorde de locações [no Brasil]. Esses resultados demonstram que há uma demanda por soluções logísticas modernas no mercado nacional, visto que temos uma carência de instalações logísticas eficientes, uma população considerável, um grande consumo doméstico e um setor de e-commerce em franco crescimento. Essa conjuntura faz do Brasil um mercado promissor para a GLP, independentemente da nossa estratégia nos demais mercados.


Fonte: GRIClub 

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